quinta-feira, 10 de junho de 2010

A loucura entrou na cidade.

O grande circo da F1 já está entre nós.

Ontem fui à baixa pois nesta altura costuma-se ver em plena rua muitos carros, que os proprietários guardam na garagem durante muitos dias do ano.

Encontrei qualquer coisinha pois ainda é muito cedo.

Até os olhos se regalam com esta máquina.






Veio sol e até a côr do carro mudou.



Afinal já estava a chegar um brinquedo. Mercedes SLS.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Jardins privados

Uma recordação. As túlipas, agora só para o próximo ano.




As fachadas cobertas de trepadeiras também fazem parte da decoração. Autênticos jardins verticais.



Jardim de um prédio de apartamentos a alugar. É visível a continuação da rua coberta de árvores, que permitem a passagem de todo o tipo de tráfego e que no verão dão uma sombra esplêndida.


Outra rua plena de sombra. Os jardins chegam aos passeios.


A maior parte dos jardins privados são mantidos por paisagísticos ou pelos proprietários. De notar que por estes lados, as mulheres gostam muito de jardinar no seu próprio terreno. Muitas vezes é excelente para também conversarem um pouco. Passam de um jardim para o outro com facilidade pois muitos poucos jardins são delimitados.



Um dos vários cantinhos em que os jardins me fazem cair no meu passado. Os arbustos a delimitarem os jardins, lembra-me muito o bairro aonde cresci da minha Coimbra, que também é de todos que lhe chamarem sua.




Habituado a ver as cidades de cimento com poucos jardins privados e aonde os há, estão em grande parte delimitados por muros; os jardins de Montreal e do Quebec com a suas verduras e diversas côres de flôres, foi uma agradável surpresa.

Quando o contraste é uma beleza.

Montreal é uma cidade aonde dos edifícios novos aos mais antigos, residenciais, comerciais e industriais, dos mais altos ao mais baixos, rudes ou de fachadas trabalhadas, escuros ou de pinturas alegres, paineis ou grafistismos puros, contrastam lada a lado. Autêntico labirinto de estilos, muitos são autênticas maravilhas que descobrimos casualmente quando passamos.

Vista seccionada, obtida do canal de Lachine.


A maravilhosa pista de ciclismo que acompanha o atraente canal de Lachine e a vista completa das partes acima seccionadas, que nos apresenta um caso de edifícios criados de forma heterogénea.

domingo, 6 de junho de 2010

Jornal abandonado.

Um jornal do dia abandonado em Montreal, é normal. A pessoa compra--o, lê o que lhe interessa e depois deixa-o num sítio de onde seja fácilmente visível para que algum interessado o leve. Nos cafés, deixam-nos em cima das mesas. Neste caso trata-se do jornal de língua inglesa "The Gazette", deixado num sítio estratégico: ficou por cima de onde se deita o lixo e restante material para reciclar.

sábado, 5 de junho de 2010

Trotineta

Em belíssimo estado, travão de mão no guiador, dois amortecedores à frente, um atrás, pneus a ar, muito cómoda para longas distâncias. Atinge altas velocidades em descidas. Aros de bicicleta gratuitos.


Todo o material usado pode ser vendido e anunciado em terrenos privados. Assim é hábito as pessoas nos fins de semana, fazerem as chamadas vendas de garagem, quer tenham garagem ou não. Sobre este assunto, escreverei noutro artigo.

Boa ideia.

Este sabe sempre aonde deixou a bicicleta.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Grafitismo em Montreal

Até os contentores do lixo servem para embelezar.


O café ainda estava fechado, de maneira que o cão...


Belíssimo mural com nítidas linhas de grafitismo, em parede cujo o espaço está destinado ao estacionamento de automóveis.


Casa típica, aonde tudo sobressai: as águas furtadas, o grafitismo, as colunas talhadas no lado de cima, os ferros forjados das janelas e varandas, assim como a distribuíção artísticas das bicicletas que de manhã cedo ainda não começaram a rolar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Jardins privados


Raton laveur.

Possuidor de uns olhos maravilhosamente bem pintados, que não são mais do que uma mancha de pêlo preto envolta de pêlo branco, envolvidos num corpo de pêlo cinzento, com uma cauda aos circulos pretos no meio de pêlo mais claro, é sem dúvida um dos animais que eu mais gosto de ver.

Este raton laveur fêmea, cujo nome em português desconheço, veio receber-me à porta.


De uma educação extraordinária, afastou-se para eu passar.


Depois de subir à árvore, veio despedir-se antes da merecida sesta.


Uma última espreguiçadela.


Sabe tão bem...

sábado, 29 de maio de 2010

Montreal está na rua.

Decorre neste momento em Montreal o Festival Sul Americano. Assim a principal rua da baixa, a Ste-Catherine, está fechada ao trânsito numa certa zona desde quinta-feira passada, até segunda-feira próxima. Esta cidade tem obras grandiosas como todas as grandes cidades europeias e americanas, do que nem tenho exposto. Nas horas de trabalho, as pessoas têm que dar o melhor de si mesmo. Ganhar qualquer coisinha mais, é uma grande ambição e a luta não perdoa. É uma autêntica floresta aonde encontrar o caminho mesmo distante do fim, com tudo o que isso implica, é uma grande vitória. As pessoas são imensamente responsabilizadas pois nos que têm horários fixos, um minuto depois da hora, já não é a hora; o que será no resto. Faz-me lembrar os tempos antigos do meu País. Para estes lados, destaco a forma como conduzem os pequenas nadas, pois é isso que dá o bem estar à maioria da população. Se esse bem estar trouxer saúde, cultura, alegria, a pessoa sente-se apoiada e a qualidade de vida mesmo para os mais desprotegidos, é um bem extraordinário. São pequenos nadas que todos os países podiam fazer, evitavam de gastar dinheiro com decisões muito simples e ainda teriam lucros. Se em todo o lado se interessassem com a população no seu todo e em todos os vectores, seria tudo muito diferente por esse mundo fora. É o momento não só dos festivais públicos como das diferentes festas de bairros muito anunciadas, visitadas por muita gente. Ainda há três ou quatro anos numa dessas festas, estavam lá três ministros a dançarem no meio daquela alegria toda muito despreocupados, sem que alguém tivesse notado. Calharam ir todos para o mesmo lado e acabaram por se encontrar. Não tiveram que fugir, as pessoas respeitaram-nos e continuaram a dançar.

O som altíssimo mesmo ao pé mim, uma vez que queria fazer fotografias, nem me permitiu saber que tipos de grupos eram, mas gostei de os ver dançar.









Dois estilos de bicicletas para fins diferentes que também lá estavam.



Este ciclista faz quadros especiais para bicicletas. Assim, uma pessoa pode andar com uma bicicleta a seu gosto. Link: WWW.LMNOCYCLES.COM

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Nem os cavalos puderam sair à rua.

Depois de um inverno envergonhado, hoje tivemos trinta e três graus centígrados, sol e sem vento. Nestas condições nem os cavalinhos que levam os turistas a darem umas voltas pela cidade puderam sair à rua, derivado a uma lei de defesa destes animais. Acontece que a partir de vinte e oito graus centígrados, o sol espelhado pelo alcatrão na barriga dos cavalos, é altamente prejudicial para a saúde deles, pelo que são retirados para as cocheiras ou outros locais.

Conjunto de carroça e cavalo utilizados para voltas turísticas.


Este animais são altamente asseados e ecológicos, pelo que não sujam as ruas e o seu dono, ainda se pode servir dos excrementos para outros fins.