terça-feira, 20 de abril de 2010

Sommet du millénaire

Vai começar hoje em Montreal o "Sommet du millénaire", dedicado essencialmente à eleminação da pobresa. Este congresso vai durar três dias. Começará por tratar inicialmente o problema da pobresa no Canada e neste caso, muito especialmente do Québec, espalhando seguidamente a sua visão pelo mundo. Entre as pessoas presentes, conta-se com a vinda de Al Gore.

Se bem que vários países, assim como o próprio Quebec, tenham adoptado uma lei contra a "pobreza e exclusão social", o certo é que é uma fatalidade que continua a grassar nesta província pelos motivos mais variados.

Não havendo dúvidas que na juventude o principal problema é o abandono dos estudos, já nos restante casos são múltiplas situações que se apresentam.


Estas pessoas deixam-nos admirados pois tratam muito bem os seus cães, com que habitualmente estão a pedir. Não só tentam defendê-los do frio ou do calor colocando um cartão por baixo do corpo do animal, como se um dos dois tiver que passar fome, de certeza que será o pedinte e não o cão que está sempre bem tratado.

Por outro lado existem entre os mais diversos problemas, aqueles que pôem acima de tudo a sua liberdade total. Não aceitam as diversas ajudas postas à disposição, preferem viver na rua qualquer que seja o clima.


Os governos deste país não lhes dão uma grande ajuda monetária mas por outro lado, ajudam fortemente fundações, autênticas ONGs nacionais, que labutam na luta contra a pobreza e que sem dúvida, têm um excelente trabalho.
Nestes casos, de louvar o trabalho dos benévolos que principalmente durante o inverno os procuram dia e noite a fim de os agazalharem, por vezes com riscos.

O contacto com estas pessoas deve ser com o máximo respeito pelas suas liberdades pois há alguns anos atrás, uma cadeia de televisão entrevistou uma velhinha, tentou convencê-la a aceitar ajuda e a recolher-se num abrigo para passar a noite. Era uma noite de temperatura negativa muito baixa e ela vivia debaixo de um pinheiro nórdico, numa tenda baixa, feita de sacos plásticos presos aos ramos, envolvida no seu casaco e vários edredons. Após a entrevista, a senhora desapareceu e nunca mais ninguém a viu. Não se sabe para onde foi; se foi para a floresta o que é um perigo, ou se ainda está viva. Conversar com estas pessoas, até lhes faz bem e eles gostam mas é melhor deixar o acompanhamento para os benévolos que estão muito bem preparados para tal fim.


Um dos vários casos de pobreza extrema

domingo, 18 de abril de 2010

Alice, novos buracos para explorar.

Se bem que não tenha piada nenhuma, o articulista da passagem abaixo, fez-me sorrir.

É sempre a debitar para o mesmo buraco. Há uma Administração Pública que gasta metade da riqueza criada no país e uma classe política que faz vida de ricos à pala do orçamento. Há autênticos gestores do buraco que sem olharem a custos creditam benesses a seu belo gosto. E o buraco da saúde é como a toca do coelho onde caíste. Sabes que estás lá mas não imaginas onde acaba. Neste caso, imagina que estão a substituir um buraco grande por muitos buraquinhos mais pequeninos e assim se vai disfarçando as fugas ao orçamento. Tiveste sorte no buraco que te calhou. Se tivesses caído cá no burgo estarias no buraco do desemprego e sentirias o buraco da pobreza que afecta 1,8 milhões de pessoas. Actualmente na esfera política há buracos para todos os gostos. Na justiça é buraco atrás de buraco e estamos em fase de grande inovação pois para fazer concorrência ao "facebook" criamos o "faceoculta" como forma de gerir um buracão mais falado que o buraco de ozono. O que está a dar é o buraco das escutas e imagina que tudo isto foi conseguido através de outro buraco bem específico, o buraco da fechadura. Como vês estamos já em fase de especialização pois toda a fechadura tem um buraco diferente. As surpresas vão ser muitas e não vão parar. O "faceoculta" está imparável e todos os dias há sempre alguém no buraco da fechadura certa. Esta rede era oculta até alguém, por força do destino, ter recordado que cada fechadura tem seu buraco.

E como diz o articulista: tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é estado.

Como em países diferentes os assuntos são tão idênticos!

Para ler o artigo saído no "Expresso" em 15 do corrente mês, clique no endereço web em baixo:

http://clix.expresso.pt/alice-no-pais-dos-buracos=f571086

O que não nos deixa esquecer.

A crise do "verglas" em 1998, assim chamada pois caíu uma geada que nos trouxe cinquenta centímetros de gêlo, fez com que nessa semana Montreal perdesse um milhão de árvores, isto sem me referir ao que se perdeu em todas as zonas afectadas no Quebec.

Como a espessura do gêlo fez com que cada ramo de árvores pesasse trinta e três vezes mais o seu peso normal, logo que a crise passou, os podadores especializados em arquitectura municipal não pararam durante longo tempo. Ao longo dos tempos e já lá vão doze anos, ainda se vão cortando árvores que se têm negado a desaparecerem, derivado a essa crise.


Duas árvores cortadas este ano que se podem ver na fotografia abaixo, vêm confirmar a frase declamada com tanta determinação pela grande e saudosa Da. Amélia Rey Colaço: "As árvores morrem de pé".

sábado, 17 de abril de 2010

O controlador

Um galo entrou no galinheiro com um ôvo de avestruz às costas e com ar pensativo.
Convocou as galinhas, mostrou-lhes o ôvo no chão e disse-lhes:
- Minhas senhoras, não discuto a qualidade do vosso trabalho e não estou a dizer mal de vós, creiam-me: mas vejam o produto da concorrência!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A quem apanhar.

O Quebec é uma província do Canada, que durante os invernos tem habitualmente temperaturas muitos baixas, pelo que as pessoas vão mantendo as casas o melhor que podem. Logo que chega esta época, começam com as chamadas limpezas de Primavera. Assim, uns compraram roupas, outros compraram móveis, sapatos, electrodomésticos, materiais de renovação, etc., que foram guardando e agora desfazem-se dos artigos antigos.
Há um hábito já muito antigo que leva as pessoas a pôrem o que não presta no lixo e o que ainda pode servir, alguns artigos mesmo em estado novo, um pouco mais ao lado. O pessoal de recolha do lixo conhece bem o costume e deixa ficar por uns tempos.
Como o tempo permitiu e estamos precisamente em cima da época das limpezas, aqui ficam umas fotografias. É escolher e apanhar.

Cama para bébé


A folha de papel presa à cama, diz em duas línguas:

Full Complete
Free Take
À Donner

Neste caso são duas televisões em ruas muito distantes.



Pode-se ver na fotografia acima que a árvore deste jardim, foi cortada. Montreal tem quase sempre uma árvore por jardim à frente das casas, plantadas pela cãmara. Tal é devido à existência de uma lei municipal, que permite aos diferentes serviços públicos de utilizarem os primeitos cinquenta centímetros do terreno privado, a partir do passeio. Esta árvore ficou um pouco distante do passeio. Deve ter sido de comum acordo.


Fotografias soltas:



Está-se mesmo a ver que houve remodelações. É só apanhar e levar o lado de baixo de dois lavatórios...


E umas botasinhas para o frio, vão?


Para ir mais depressa, uns patinzinhos de rodas alinhadas.


Noutra rua, vi estes mais bonitinhos e com mais qualquer coisa...



As bebidas engarrafadas ou em lata, devolvem-se para serem recicladas e recebe-se dez ou cinco cêntimos por unidade, que foram incluídos no preço do produto.
Alguém que não esteve para ter a maçada de as devolver mas também não quiz deitar fora por respeito para com o meio ambiente..., deixou-as no passeio.



O facto é que não as deitou para o lixo e pô-las em local bem visível no passeio, para quem quizer as entregar e receber setenta cêntimos. Uma questão de mentalidade.

Por estes lados, as pessoas compram uvas e gostam muito de fazer vinho em casa. Bem, olhem este... parece-me querer dar a entender que era de água. Ai o maroto! Agora servirá para plantar flôres.


Aqui ficam uns tantos artigos que por vezes as pessoas nem pensavam adquirir mas que servem para a garagem, cabaninha do quintal e noutros casos mesmo até para casa.






Como se lê bem, termino esta sessão de fotografias, com mais uma mas sem comentários.


Quando cá cheguei, fiquei muito admirado com este sistema de entreajuda em que as pessoas passam, vêm e decidem se lhes interessa. Fiquei no entanto mais admirado quando um dia vi uma carrinha a apanhar artigos para o recheio de casa; camas, armários, micro-ondas, etc. O fulaninho alugava casas já mobiladas. Também encontrei um apreciador ou negociador de obras antigas, a dar a volta aos bairros. Certos imigrantes, não estando habituados a tal, ainda vêm esta forma de actuar com desdem ou desconfiança. É claro, há certos artigos expostos acima de propósito, que só os necessitados apanham mas não haja dúvidas que são úteis a alguém. Francamente, como gosto de ver que estas pessoas pensam nos outros mesmo que os não conheçam, com um civismo tal que nem dão valor ao que fazem pois para eles é natural, achei por bem trazer esta atitude ao conhecimento geral.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cup Stanley

Nos países europeus, africanos e da américa latina, a loucura desportiva é o futebol a que na América do Norte chamam soccer. Nos EU a loucura é o futebol estilo rugby mas muito mais duro, que também é praticado no Canada tanto a nível federal como universitário. No Canada mas muito especialmente em Montreal, é o hóquei sobre o gêlo, o desporto rei. A Liga Nacional de Hóquei sobre o gêlo (LNH), que tem a concessão neste campo de desporto para o escalão superior, é a mesma para os EU e Canada. O campeonato da LNH, dura todo o inverno, vai até fins de Abril e as equipas que ficam apurados, disputam as eleminatórias que ainda duram mais um ou dois meses para ver quem ganha a Cup Stanley. Por sua vez, os "Canadianos de Montreal", equipa desta cidade, é a equipa que mais vezes ganhou a Cup Stanley e que no fim de semana passado apurou-se para as eleminatórias. Estando hoje um pouco fragilizada, o certo é que ainda consideram esta cidade a "Catedral do hoquei". O momento exacto em que ficaram apurados para irem às eleminatórias, foi altamente festejado dentro e fora do campo, pois as eleminatórios são verdadeiramente um novo campeonato e ninguém sabe quem ganha. A alegria reina nesta cidade. Como hoje é o primeiro jogo dos "Canadianos de Montreal" nas eleminatórias, já andam os carros embandeirados para o começo do grande momento, como se pode ver na fotografia tirada em baixo. Por estes lados os festejos começam antes do resultado.



E vivam os "Canadianos".

domingo, 11 de abril de 2010

Capacidade artística

O Quebec vive com um problema de buracos nas ruas e estradas derivado a tempereturas altamente negativas, com diferenças acentuadas em curto espaço de tempo: sol, neve e gêlo. Derivado à neve e ao gêlo todos os invernos aparecem nas ruas cerca de duas mil máquinas pesadas em Montreal, sendo um grande número compostas de lâminas que raspam o alcatrão e muitas vezes criam-lhe fissuras. Sempre que as temperaturas sobem um pouco, ou o sol a bater directamente na neve e no gêlo, a água infiltra-se nessas ranhuras e logo que a temperatura volta a descer, congela; expande-se e faz o alcatrão abrir. Este problema apareceu logo a seguir a uma tempestade de "verglas" (geada) em 1998 após a passagem das máquinas, em que caíram cinquenta centímetros de gêlo. Na altura foi um problema com os ramos e árvores caídas, pois só árvores perderam um milhão nesta cidade: fios de baixa, alta tensão caídos e partidos, postes de eléctricidade de madeira e ferro partidos, rua e estradas intransitáveis, falta de luz e de aquecimento com problemas para hospitais, meios de urgência e salvamente. Logo na altura, ficou-se com a noção que refazer o pavimento das ruas iria levar vários anos.


Limpeza da neve das ruas


Gêlo que se formou nas ruas"


Só que depois começou-se a notar que ao longo dos anos havia muito mais árvores que vieram a secar derivado ao que tinham passado; as estradas e ruas com os invernos a seguir, não permitiram a sua recuperação total.


Limpeza da neve das ruas



Limpeza dos passeios

Assim o governo do Quebec e as Cãmaras, pensam gastar uns biliões de dólares canadianos nos próximo dez a quinze anos nas estradas e ruas, para recuperar a situação de forma definitiva. Até lá, sempre que um inverno passe, temos que viver com os buracos se bem que há sempre pessoal e máquinas a tentar tapá-los. Se uma pessoa enviar um email com a localização de um buraco nas ruas de Montreal para a cãmara ou para o principal clube de automóvel da América do Norte "CAA", de preferência com as dimensões, dentro de quarenta e oito horas o buraco é tapado mas de facto é sempre um remendo. A zona turística, está aceitável.

Este problema foi um assunto que até esta data foi quase do conhecimento local, dos turistas que por aqui têm passado e que têm dado voltas fora da baixa. Só que dois fotógrafos daqui resolveram fotografar os buracos deixados pelo inverno e transformá-los em obras cómico/artísticas, que expuseram em Nova Yorque e foi publicado no "Magazine Insolite" em 23 janvier 2010 par Tonton.

O resultado foi o seguinte:






Lavadeira


Se desejar mais informações, basta clicar no endereço web seguinte:
http://www.paperblog.fr/2748325/l-art-et-les-nids-de-poule/

sábado, 10 de abril de 2010

Estacionamento para mulheres!!!!!

Boa vontade ou machismo? À descrição de cada um.

Estacionamento para mulheres... e se virar moda?
Liliana Coelho (sapato nº 37) (www.expresso.pt)

8:45 Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

Na capital da Coreia do Sul levam à letra o ditado "mulheres a conduzir é para fugir" e há estacionamento exclusivo para elas. Seremos azelhas ou é preconceito? Com vídeo

Há notícias do Oriente que me deixam de olhos em bico. Sabem da última? Na China foi inaugurado um centro comercial com estacionamento exclusivo para mulheres ao lado das vagas para deficientes. Os lugares são pintados de cor-de-rosa, têm mais um metro de largura e contam também com mais iluminação, segundo a revista "Time".
A ideia nasceu em Seul. Desde 2007 que a capital da Coreia do Sul tem criado vagas de estacionamento para os saltos altos. Hoje são quase 10 mil lugares exclusivos. Aliás, esta medida integra o projecto "Mulheres Felizes, Seul Feliz", que visa criar a primeira cidade amiga do sexo feminino.
Gentileza ou machismo, pergunto eu? Não será esta mais uma medida sexista? Quando falamos de igualdade de género, não estamos assim a cultivar estereótipos? Seremos más condutoras ou um desastre a estacionar? Pelo menos as estatísticas dizem que não. Se pensa que as mulheres são perigosas ao volante, desengane-se. Segundo um estudo da Universidade de Columbia, as mulheres têm menos acidentes que os homens e aliás são eles que provocam 80% dos desastres potencialmente mortais. Quanto ao estacionamento, cada caso é um caso, mas por norma se fazemos mais manobras é porque somos mais complicadas, mas também mais precavidas. Queremos manter a distância de segurança, só por prevenção.

Ontem como hoje e hoje como ontem

Há pessoas que têm a capacidade de estarem quase sempre em dia com o que escreveram através dos tempos, mesmo que o tenham feito nos fins do século dezanove princípios do século passado.


Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo fátuo encerra.


Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

É a Hora!

Fernando Pessoa

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ar condicionado incluído




A fotografia mostra-nos uma proccissão de veículos em Puttalam no Sri Lanka, após a ida às urnas. Muito práticos, vão ao fresco.

Fotografia retirada do Times online de 8 de abril deste ano, http://www.sundaytimes.lk/

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Canções que nos ficam no ouvido

Por vezes há pessoas que nos chamam a atenção por um motivo ou outro. O mesmo acontece com as canções. Entre essas pessoas há os autores, compositores e intérpretes, verdadeiros dotados da Natureza. Mas quando esses dotados da Natureza como Linda Lemay dedilham os dedos numa guitarra e nos cantam a vida do dia a dia com certa ironia mesmo que haja sofrimento, o melhor é deixar a canção penetrar em nós num local isolado de tudo e de todos. Estou crente que voltarei com outras canções mas para já aqui fica a letra da sua canção, "É sexta-feira".


Lynda Lemay

C'est vendredi

Paroles et Musique: Lynda Lemay 1994 "Y"


J'en voudrais juste un tout petit verre
J'me contenterais du fond d'ta bière
J'en voudrais rien qu'un peu pour dire
Qu'j'aurais deux minutes de plaisir
J'en voudrais juste une p'tite affaire
Juste comme le monde ben ordinaire
Si j'te promets qu'j 'ferai pas d'histoires
Vas-tu m'offrir queq'chose à boire

C'est vendredi, ce serait pas grave
J'ferai pas d'folie, j'suis pas si cave
Juste pour le fun, juste une p'tite larme
Pour qu'on déconne, pour qu'on ricane

J'en voudrais juste parce que j'ai l'goût
Pis qu'c'est pas juste d'en voir partout
Même dins familles les plus correctes
Y ont l'droit d'avoir un verre dans le bec

On passe-tu par la discothèque
J'viens juste d'avoir mon premier chèque
Juste un p'tit coup, juste comme dans l'temps
Qu'on en prenait de temps en temps

J'peux-tu t'parler sans qu'tu me r'gardes
Pareil comme si j'étais malade
Pareil comme si c'était l'boutte du boutte
Que j'te supplie qu'tu m'verses une goutte
J'en voudrais juste le minimum
Juste une gorgée, voir si est bonne
J'vais te l'montrer quej'suis capable
De pas rouler en d'sous d'la table

C'est vendredi, ce serait pas grave
J'ferai pas d'folie,j'suis pas si cave
Juste pour le fun, juste une p'tite larme
Pour qu'on déconne, pour qu'on ricane

Je l'ai connu le désespoir
C'pas pour y r'tourner que j'veux boire
Ce serait niaiseux de me l'défendre
Moi, si j'en veux ben, j'vais en r'prendre

On passe-tu par la discothèque
J'viens juste d'avoir mon premier chèque
Juste un p'tit coup, juste comme dans l'temps
Qu'on en prenait de temps en temps

T'es mon ami, faut qu'tu comprennes
Qu'passer ma vie sans y r'toucher
C'est évident qu'ça m'fait trop d'peine
J'en veux avant d'aller me coucher

On passe-tu par la discothèque
J'viens juste d'avoir mon premier chèque
Juste un p'tit coup, juste comme dans l'temps
Qu'on en prenait de temps en temps

On passe-tu par la discothèque
J'viens juste d'avoir mon premier chèque
Juste un p'tit coup, juste comme dans l'temps
Qu'on en prenait de temps en temps


Para os que gostariam de ouvir esta canção, aqui fica o endereço web:

http://www.youtube.com/watch?v=16cD4S1-QpY&feature=PlayList&p=97DDE2A798524A3D&playnext_from=PL&playnext=1&index=3

domingo, 4 de abril de 2010

Folar de Páscoa

Para os meus lados, Coimbra, as pessoas do meu tempo nascidas na primeira metade do século passado, eram quase todas batizadas e como tal tinham padrinhos. Francamente, como os meus padrinhos eram da minha família directa e por isso estava com eles todos os dias de manhã à noite, sempre os tratei pelos seus nomes. Isto fez com que na minha vida real nunca tivesse dado importância a tão elevado cargo. Por outro lado, vivíamos numa casa geminada com aparência exterior rectangular, cuja porta principal ficava ao centro do lado mais curto da casa e oposto à casa contígua do vizinho. Do lado de trás que dava para o quintal, ficava a porta da cozinha. Eu era miúdo, fácilmente entrava em casa pela porta principal, subia quatro degraus para ficar ao nível do rés-do-chão, virava à direita, passava pelas escada que ficavam à minha direita e iam para o primeiro andar mas não as subia, entrava na cozinha que tinha uma porta que dava para o quintal do lado de trás. Era como se nesse tempo já nascessemos a fazer programação pois eram tantos os loops, que uma vez ou outra saía do quintal. Os meus pais tinham o hábito de terem sempre jovens a comerem em casa, quer fôssem da família ou estranhos. A minha Mãe fazia esticar a comida de tal forma e bem apaladada, que as pessoas voltavam, habituavam-se e nunca ninguém saíu de barriga vazia. Hoje, olhando para trás, não sei como fazia pois já comigo nos meus trinta anos, chegamos a sentarmo-nos quatorze à mesa. Era uma alegria.

Aconteceu que por volta dos meus oito anos todos me queriam para padrinho, a que eu até nem dava valôr. Francamente, senti-me mais ligado a quatro: dois afilhados e duas afilhadas, sendo uma de família directa e outra que até morava perto de mim, ao fundo de uma rua perpendicular à minha. Os outros todos, francamente até nem sei quem eram pois só os via quando iam buscar o folar, se não pudesse desaparecer. Até tive um afilhado que foi batizado com o meu nome quando eu estava de férias, ficando como testemunha o meu homólogo São Francisco que coitadinho, não tinha culpa nenhuma. Essa é que eu não compreendia porque é que o São Francisco não lhe dava o folar. Eram dois fins de semana de alerta constante. A minha família a quererem-me em casa para os receber e eu sempre a espreitar quando vinham para partir. Logo que os pressentia, esperava que batessem à porta ou tocassem à campaínha, deixava-me ficar na cozinha e quando começavam a entrar pela porta principal, saía pela porta de trás. Só os quatro a que me referi acima, é que nunca me foram visitar pela Páscoa pois encontrava-mo-nos de vez em quando e só isso fazia com que eu ainda gostasse mais deles. Tudo isto me dava cá uma revoóóólta...

Enfim, anos passados. Hoje ficam as saudades desses tempos.

Concorrência entre gasolineiras em Montreal

Montreal fica situada numa ilha com o mesmo nome e que vista de cima, faz lembrar uma águia em vôo. A cidade é dividida ao meio pelo Boulevard St-Laurent que vai de Sul a Norte, sendo as ruas perpendiculares a esta acrescentadas ao seu nome de Este e Oeste, consoante do lado que se situam em relação ao referido Boulevard. Temos o exemplo da Rua Sherbrooke, que pode ser a rua Sherbrooke Oeste ou a rua Sherbrooke Este.

Ontem tive que ir tratar de uns assuntos a Este e fui-me entretendo a tirar fotografias a estações de gasolina, pois ia apreciando os diferentes preços. Os preços são afixados em cêntimos e vão até aos milésimos do dollar, pelo que todas estações estavam a um dólar e tal canadianos. As estações Shell que apresentam escrito a palavra "Diesel", é simplesmente para informar que também têm esse produto. É interessante verificar-se haver estações de abastecimento da mesma gasolineira com preços diferentes. A lei da concorrência não permite preços combinados entre as diferentes companhias, em qualquer tipo de comércio. Aqui ficam as fotografias.


CAN$ 1.069
CAN$ 1.074CAN$ 1.084
CAN$ 1.054CAN$ 1.079




























































Nenhum preço é igual. Viva a concorrência. Há! Mas são tão parecidos...

sábado, 3 de abril de 2010

Ontem apanhei um susto

A cãmara de Montreal costuma pôr sobre os passeios, paineis móveis que indicam a velocidade permitida e a velocidade a que vamos.
Quando dava uma volta em bicicleta, tarde notei um painel de contagem de velocidade para veículos. Se bem que não desse para o susto, fiz logo uma fotografia.


Raios partam o carro que me ia a ultrapassar...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Evolução do tempo.

Ainda há uma semana aqui escrevi que fui dar uma volta e estavam
–10C. Bem, hoje está previsto uma subida de temperatua para 23C e amanhã para 24C. Boa Páscoa.

A charrua

Ontem dei uma volta, passei novamente junto da charrua que mostrei à dois dia e cuja foto tinha sido tirada no passado dia vinte e quatro deste mês. A temperatura melhorou, o jardim ainda não está tratado mas a charrua continua linda.


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Páscoa






Mais uma semana de Páscoa e com ela toda uma tradição. Votos de uma Boa Páscoa com o habitual folar e muitas amêndoas, para todos os leitores do AAAqui.

Afinal, ficamos no a ou no à?

Ao dar hoje uma volta pelas notícias na internete, reparei no artigo do blog de Sérgio Nogueira, que vinha no Portal de notícias da Globo 1 e que procura de forma muito simples tirar dúvidas de português aos leitores, o que adorei. Se gostar da forma como Sérgio Nogueira expôe, não hesite, siga o link abaixo e encontrará mais umas dicas a não perder.

Dicas de português

Dúvidas dos leitores

Postado por Sérgio Nogueira em 31 de março de 2010 às 18:21

102. A dúvida é: Ele chegou à ou a Brasília?
A resposta é: Ele chegou a Brasília.
Primeiro, é bom lembrar que o caso mais comum de crase é a fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Quando ocorre essa fusão (=crase), devemos pôr o acento grave (`) indicativo da crase sobre a vogal “a” (= à). No caso do verbo chegar, não há dúvida quanto à presença da preposição “a”, pois quem chega sempre chega “a” algum lugar. A dúvida é o segundo “a”: se existe ou não o artigo “a”. Aqui a dificuldade é saber se o nome do lugar (=país, estado, cidade, vilarejo, bairro…) é usado com ou sem artigo. Por exemplo: nós falamos “São Paulo” (=sem artigo), “O Rio de Janeiro” (=com artigo masculino “o”) e “A Bahia” (=com artigo feminino “a”). Isso significa que “nós chegamos a São Paulo” (=não há crase, porque não existe artigo), “nós chegamos ao Rio de Janeiro” (ao = preposição “a” + artigo masculino “o”) e “nós chegamos à Bahia” (=com acento indicativo da crase, porque existe o artigo feminino “a” antes da Bahia). No caso de Brasília, não ocorre a crase porque não há artigo definido feminino “a” antes de Brasília.

Em caso de dúvida, se há ou não o artigo “a”, podemos usar o seguinte “macete”: 1. Se você “volta da” (=preposição “de” + artigo “a”), é porque existe o artigo. Isso significa que você “vai à”; 2. Se você “volta de” (= só preposição “de”), é porque não existe artigo antes do nome do lugar. Isso significa “crase impossível”, ou seja, “vai a”. Vamos testar: 1. Você volta da Bahia, então “vai à Bahia”; 2. Você volta de Brasília, então “vai a Brasília”.
O “macete” é tão bom que ele é capaz de evitar que você caia em “armadilhas” de concursos. Por exemplo: “Você vai a Porto Alegre” (=sem crase), porque “você volta de Porto Alegre”; mas “você terá de ir à bela Porto Alegre” (=com crase), porque “você volta da bela Porto Alegre”. “Você vai a Paris”, porque “você volta de Paris”; mas “vai à Paris dos seus sonhos”, porque “volta da Paris dos seus sonhos”.

103. A dúvida é: A nossa reivindicação é igual a ou à dos aposentados?
A resposta é: A nossa reivindicação é igual à dos aposentados.
Devemos usar o acento grave indicativo da crase sempre que ocorre a fusão de duas vogais iguais. O caso mais conhecido é o da contração da preposição “a” com o artigo definido “a”. Entretanto é possível que o segundo “a” seja um pronome demonstrativo, como é o caso do exemplo acima. Temos a preposição “a” exigida pela regência do adjetivo igual (tudo que é igual é igual a alguma coisa) e o pronome “a”, que está substituindo o substantivo reivindicação: “A nossa reivindicação é igual à reivindicação dos aposentados”. A maior prova de que temos duas vogais iguais (a+a=à) é que, se fosse um substantivo masculino, ficaria “ao”: “O nosso pedido é igual ao dos aposentados”.

104. A dúvida é: O jurista estava referindo-se a ou à leis?
A resposta é: O jurista estava referindo-se a leis.
Não devemos usar o acento grave indicativo da crase por um motivo muito simples: neste caso encontramos apenas a preposição “a”. Não há o artigo definido. Se houvesse, deveria estar no plural concordando com “leis”: “…referindo-se às leis”. Podemos, a partir disso, tirar uma conclusão: jamais ocorrerá crase antes de substantivo plural se o “a” estiver no singular: “Tráfego proibido a motocicletas”; “A reunião será a portas fechadas”; “Não dê ouvidos a reclamações infantis”; “Ele não se referia a mulheres, e sim a crianças”…
“Fazer referência a leis” e “fazer referência às leis” são bem diferentes. No primeiro caso, a referência está sendo feita a leis em geral, ou seja, não há crase porque não há artigo para definir as leis: referência a (preposição) leis (sem artigo definido = leis em geral). No segundo exemplo, a referência é feita a determinadas leis. Ocorre a crase porque temos, além da preposição “a”, o artigo definido feminino antes do substantivo “leis”: referência às leis = referência a (preposição) as leis (com artigo definido = determinadas leis).

105. A dúvida é: Ele chegou a ou à 1h da madrugada?
A resposta é: Ele chegou à 1h da madrugada.
Devemos usar o acento grave indicativo da crase nas locuções adverbiais femininas: à toa, às claras, à força (de modo); à direita, à frente, à distância (de lugar); à tarde, às vezes, à última hora (de tempo). No caso de “à 1h da madrugada”, temos um adjunto adverbial de tempo. Isso significa que devemos usar o acento da crase em todas as horas: “A reunião começará às 14h”; “A aula só termina às 10h”; “Ela só chegará à meia-noite”.
“Ela chegou à 1h” é diferente de “ela chegou a uma hora qualquer”. Nesse caso, não ocorre a crase, pois temos apenas a preposição “a”. Em “uma hora qualquer”, há artigo indefinido (uma). Aqui não estamos definindo a hora da chegada. Não havendo o artigo definido “a”, não há crase. E não devemos confundir “ela chegou à 1h” com “ela chegou há uma hora”. Agora, a forma verbal “há” indica que “faz” uma hora que ela chegou.

106. A dúvida é: Ela está aqui desde às ou as 10h?
A resposta é: Ela está aqui desde as 10h.
A presença da preposição “desde” significa que não há a preposição “a”, logo não ocorre crase. Temos apenas o artigo definido “as”. Após uma preposição não há crase: “Após as 18h, as nossas portas estarão fechadas”; “A reunião ficou para as 16h”; “Ele teve de comparecer perante a justiça”.
No caso da preposição “até”, temos um caso facultativo: “Ele ficará aqui até as 18h ou até às 18h”. No caso da locução prepositiva “a partir de”, não há crase: “a reunião começará às 18h”, mas “a reunião começará a partir das 18h”.

Para ver esta e outras dicas clique no link: http://colunas.g1.com.br/portugues/
Boa leitura.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dégénération

Em Portugal nos fins dos anos setenta, princípios de oitenta do século passado, ouvi dizer várias vezes que um dos grandes problemas para a nossa economia, era que uma pessoa vendia o que tinha na terra, ia trabalhar para as cidades, com o tempo criava uma companhia e quando chegava à velhice, vendia a companhia e voltava para a terra. Falava-se que nos outros países, as grandes companhias transitavam de pais para filhos, o que lhes criava bons alicerces e o pessoal ao longo dos anos até se sentia parte da empresa, porque para muitos já os avós e os pais tinham lá trabalhado.

Tabém se falava dos velhos tempos em que as nossas avós, bisavós e familiares mais antigos, tinham tido uma grande descendência. Como nessa altura já se tinham poucos filhos, mais tarde ir-se-ia ter problemas de várias ordens com a diminuição drástica da população. Eu próprio tive dezassete tios.

Francamente, não sendo economista, não me pronunciava sobre o assunto mas pensava que estes pontos de vista até tinham uma certa base e portanto, nós é que andávamos ao contrário dos outros países mais avançados.

No Canada, vim para o Québec, terra de língua francesa. Um dia, qual não é a minha admiração quando ao ouvir uma canção, compreendi que por outras palavras, a primeira metade expremia a situação acima exposta. Não quero mal aos outros mas até fiquei contente, porque assim tive a noção que o que se passava no meu cantinho Natal era absolutamente natural, senti um certo bem estar interior e uma esperança acrescida voltou. A segunda parte fála-nos práticamente da vida de hoje.

A comprovar tal, aqui fica a letra da referida canção:

Dégénération

Ton arrière arrière grand-père il a défricher la terre
Ton arrière grand-père il a labouré la terre
Et pis ton grand-père a rentabilisé la terre
Pis ton père il l’a vendue pour devenir fonctionnaire
Et pi toé mon p’tit gars tu sais pu c’que tu vas faire
Dans ton p’tit 3 1/2 ben trop cher, frette en hiver
Il te vient des envies de devenir propriétaire
Et tu rêves la nuit ...... d’avoir ton p’tit lopin de terre ....

Ton arrière arrière grand-mère elle a eu 14 enfants
Ton arrière grand-mère en a eu quasiment autant
Et pis ta grand-mère en a eu 3 c’était suffisant
Pis ta mère en voulait pas, toé t’étais un accident
Et pis toé, ma ‘tite fille tu changes de partenaires tout le temps
Quand tu fais des conneries, tu t’en sauves en avortant
Mais y’a des matins tu te réveilles en pleurant,
Quand tu rêves la nuit ..... d’une grande table entourer d'enfants...

Ton arrière arrière grand-père a vécu la grosse misère
Ton arrière grand-père, il ramassait des cennes noires
Et pis ton grand-père, miracle, est devenu millionnaire!
Ton père en a hériter, il a toute mis dans ses REER
Et pis toé, ‘tite jeunesse tu dois ton cul au Ministère
Pas moyen d’avoir un prêt dans une institution bancaire
Pour calmer tes envies de hold-uper la caissière,
Tu lis des livres qui parlent ..... de simplicité volontaire

Tes arrière arrière grands-parents, y savaient comment fêter
Tes arrière grands-parents, ça swingaient fort des les veillées
Et pis tes grands parents y’ont connus l’époque yé-yé
Tes parents c’étaient le disco, c’est là qui se sont rencontrés
Et pis toé, mon ami, qu’est-ce que tu fais de ta soirée
Éteint donc ta TV y faut pas rester encabané
Heureusement que dans la vie, certaines choses refusent de changer
Enfile tes plus beaux habits........ car nous allons, ce soir, danser


Gostei muito de a ouvir cantada pelo grupo, Mes Aieux.

Para quem estiver interessado:


http://www.youtube.com/watch?v=3ZCCXmK6QXs&feature=fvw


Não haja dúvida qua a cultura popular é uma grande lição.

terça-feira, 30 de março de 2010

Quando a natureza dá um jeito.

Quando a natureza dá um geito e se faz agricultura nos jardins..., saiem maravilhas destas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Animais de companhia

Quando cheguei a Montreal, comecei a notar um número elevado de pessoas nas ruas com os seus cães e sempre com um saco em plástico nos bolsos, pronto a receber as necessidas dos animais. Posteriormente fui notando que a cãmara possui distruibuídos pela cidade, um certo número de "urinois" para cães que ainda não aliviaram as tripas antes de lá chegarem.

Urinol para cães com duas portas exteriores


A seguir à entrada há uma ante-cãmara, aonde os pegadores de trelas soltam os cães. Abrem-lhes a porta que dá para o urinol e o cão vai passar uns momentos com os seus homólogos. Enquanto os cães ficam ocupados, os donos ficam com uns momentos livres para uma amena cavaqueira, pois estes locais provocam encontros muitos agradáveis. Logo que notam que o animal está com vontade de sair, vão até ao urinol e apanham os excrementos do cão com um saco de plástico que deixam no caixote do lixo, na ante-cãmara.



Ante-cãmara



Placas cívicas



Assim, se os donos já tiverem acabado de conversar, se termina uma primeira visita diária a um dos pontos mais concorridos desta cidade.

Problemas técnicos

O AAqui apresenta problemas técnicos a partir do meio dia de hoje.
Sinceras desculpas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Preços da gasolina em Montreal

A Europa e a América do Norte, são dois mundos diferentes e a forma de comercializar os combustíveis mostram isso bem. Anteontem ao dar uma volta, decidi fazer fotografias aos diferentes preços afixados nas estações de serviço. Neste caso, os preços eram diferentes nas duas estações de gasolina mas a diferença era tão pequena, que se tornava insignificante no valor do abastecimento de um depósito de automóvel.



















Hoje de manhã estava fresquinho, -10 C mas não havia vento, pelo que se andava bem. Resolvi fotografar novamente gasolineiras e os preços eram idênticos em todas as estações de serviço.







De notar que as estações de abastecimento de combustíveis ficam situadas nos cantos dos cruzamentos de duas ruas.

domingo, 21 de março de 2010

Águas-furtadas de Montreal

Visões maravilhosas não anunciadas.

A malvada da Joaquina

Um trabalhador rural no Alentejo, foi presente a tribunal como testemunha. Quando chamado, para identificá-lo perguntaram-lhe o nome, a idade, aonde morava, o estado civil mas...:

Pergunta: o senhor é solteiro?

Testemunha: não

Pergunta: o senhor é casado?

Testemunha: não

Pergunta: o senhor é divorciado?

Testemunha: não

Pergunta: o senhor é viúvo?

Testemunha: não

Pergunta: então o que o senhor é?

Testemunha: eu sou junto com a minha Joaquina.

sábado, 20 de março de 2010

Motocrosse

A juventude na cidade da Beira em Moçambique, utilizava muito motorizadas nas suas deslocações. Era um meio de transporte barato, muito confortável e além de uma liberdade total de movimentos, era muito fresco pois com o clima quente dessas paragens, sabia bem. Havia quem utilizasse o automóvel para andar com a família e a moto ou motorizada para os seus afazeres.

A juventude ocupava o seu tempo com umas corridinhas que a polícia em moto não perdoava.

A uma certa altura apareceu lá um polícia que adorava as motos e gostava da rapaziada. Assim, quando um motociclista ia com excesso de velocidade, o polícia punha-se a seu lado com a sua moto nas rectas e ia sempre dizendo-lhe para acelarar cada vez mais, até que o prevericador com medo começava a baixar a velocidade. Nessa altura deixava-o em paz pois a lição devia ter servido.

No entanto esse agente não ficou por aí.

Conseguiram um terreno na Manga com uma área muito grande e lá foi construída uma pista para a prática do motocrosse.

Com o tempo, ao sábado tornou-se um hábito para a população da Beira ir dar um passeio até à Manga e aproveitar para ver o motocrosse.

Foi assim que um polícia da secção de motos, louquinho pelas motos e pela juventude, resolveu o problema de excessos de velocidade na cidade e criou um passatempo adorado por muitos.

Cães reformados

Em Nova York, a polícia achou por bem passar os seus cães de detecção de droga dos portos e aeroportos à reforma, pois tinham atingido o limite de idade. Aqueles que os tratadores não quiseram ficar com eles, vendeu-os num leilão que costumam fazer de tempos a tempos.

As drogas apreendidas, costumam ser guardadas em certos lugares dos armazéns da polícia e bem no interior de outros artigos. Habitualmente são paletes com os produtos apreendidos disfarçadas no meio de outras.

Passado um certo tempo, quando foram inspeccionar os diversos locais aonde guardavam a droga, descobriram que ela tinha desaparecido.

Bem, os cães reformados tinham continuado a fazerem umas horitas extras para arredondarem os meses dos seus tratadores. Já se está a ver que foi o crime organizado que arrematou os cãezinhos.