quarta-feira, 26 de maio de 2010

Nem os cavalos puderam sair à rua.

Depois de um inverno envergonhado, hoje tivemos trinta e três graus centígrados, sol e sem vento. Nestas condições nem os cavalinhos que levam os turistas a darem umas voltas pela cidade puderam sair à rua, derivado a uma lei de defesa destes animais. Acontece que a partir de vinte e oito graus centígrados, o sol espelhado pelo alcatrão na barriga dos cavalos, é altamente prejudicial para a saúde deles, pelo que são retirados para as cocheiras ou outros locais.

Conjunto de carroça e cavalo utilizados para voltas turísticas.


Este animais são altamente asseados e ecológicos, pelo que não sujam as ruas e o seu dono, ainda se pode servir dos excrementos para outros fins.


terça-feira, 25 de maio de 2010

Grafitismo em Montreal

A alegria dos pequeninos em pleno coração da cidade.


Parede lateral de um supermercado.


Assinatura com letras largas e redondas numa parede com côres que contrastando sobre um fundo preto, dão vida a um canto abandonado. De notar as escadas de trás de ferro e em caracol, estilo muito usado nesta província.


Publicidade a um infantário. Está gira.

domingo, 23 de maio de 2010

Bixi

A bixi é uma bicicleta pertença da cãmara municipal de Montreal, alugada e mantida pelos seus serviços, que permite a não habitantes de as utilizar. Especialmente estudada para este fim, vai ser muito provávelmente utilizada pelas cãmaras de diversos países americanos e europeus.





As estações têm muitos lugares livres para evitar que quando as pessoas aí chegam para deixarem a bicicleta, tenham que procurar outras estações: não só é mais tempo de aluguer como podem chegar atrasadas aos seus afazeres. Para evitar esses e outros problemas, existe um sistema ligado à internete aonde os utentes sabem em tempo útil quantas biciletas e lugares disponíveis tem cada estação. Assim, a cãmara ficou também com meios para não só substituir as bicicletas defeituosas, como para retirar um certo número de bicicletas de uma estação que possa estar a ficar repleta e lavá-las para outra que está a ficar vazia.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bolsa de valores

Foi num dia de muito frio, com um ventinho que cortava a pele, que resolvi ir dar uma volta até à Bolsa de Valores. O que mais me estava a admirar era o número elevado de bicicletes que aí estavam nos diversos descansos até que apareceu uma situação que me chamou a atenção.

A um dado momento vi um carteiro que pertencia a uma companhia privada chegar em bicicleta, prendê-la a um descanso, começar a subir as escadas em corridinha apressada para ir deixar provávelmente uma carta ou uma pequena embalagem. É nesse instante que um outro carteiro sai da bolsa de valores com um copo de café quente na mão pois quando entrou devia ir gelado. Quando se cruzaram, o que vinha a beber o café estica o braço ao colega que o apanhou e sem dizerem nada, cada um seguiu o seu caminho.

Eu estava mesmo ao lado deles no passeio ao fundo das escadas, quatro ou cinco degraus abaixo. Deu para pensar.


Vida de carteiro. Minha roda pedaleira, papa léguas, papa léguas, papa léguas a vida inteira...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ciclistas, pranchistas e patinadores

Os governos incentivam os patinadores por todos os meios a saírem para as ruas.
Propaganda num autocarro municipal. Se bem que os autocarros parem muitas vezes, dá-nos uma ideia da velocidade dos patinadores.



Cerca de metade das pessoas que fazem ciclismo, utilizam este meio de transporte logo de manhãzinha nas suas deslocações para o trabalho ou estudos, quer sejam cabelos loiros, castanhos, pretos ou brancos. De uma cajadada matam-se dois coelhos: praticam manutenção física enquanto viajam. É o que se chama: vida sã em corpo são.


Os senhorios que por vezes também são ciclistas, aceitam a situação.


O pessoal chegou ao trabalho.


Ou então foi à farmácia. O tipo de bicicleta não importa, umas mais catitas que outras mas o que interessa, é que sirva para o fim desejado. Cada um tem uma grande estima pela sua.


Uma terceira idade precavida, bem visível, na sua voltinha.


Os pedestres também fazem parte dos utilizadores das pistas, ruas e passeios. É uma alegria.



Na rua Sherbrooke em plena baixa, mesmo quando está frio. Basta só a deslocação do ar para o frio se sentir na cara.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ciclistas, pranchistas e patinadores.

As bandas para ciclistas são hoje em maior número do que as pistas, pois permitem a limpeza de inverno da neve pelas máquinas que limpam as ruas, sem necessitarem de uma atenção especial. Os automobilistas podem apenas atravessá-las para estacionarem e vice-versa mas são responsáveis em caso de acidente. Este novo estilo espalhado por toda a cidade, veio aumentar imenso a prática dos diferentes tipos de manutenção física durante todo o ano. Aonde não há pistas ou bandas, o ciclista podem utilizar a rua desde que cumpram com o código da estrada. Os que gostam de fazer deslocações entre povoações mais ou menos distantes, é-lhes dedicado o espaço alcatroado entre a via para automóveis e a valeta.

Nas bandas vê-se no alcatrão o desenho bem específico da sua finalidade e da direcção a ser utilizada pelos ciclistas.



Nas pistas e bandas que os ciclista utilizam assim como nas ruas sem estes meios, nos cruzamentos de muito tráfego, os semáforos acendem em primeiro o sinal de seguir em frente. Assim, evita que os automobilistas virem para os lados antes que os ciclistas passem em segurança.


Em caso de cruzamente muito perigoso dos quais conheço só três ou quatro, há sinais expressos para os ciclistas como nesta pista. Pode-se ver nas placas colocadas acima dos cemáforos, que as pistas também são oficialmente para patinadores. Se aparecerem pranchista, peões a correrem, todos se acomodam sem problemas.


domingo, 16 de maio de 2010

Quintais

Heureca. O sol seca a roupa mesmo a baixas temperaturas. Ainda se vê neve.

sábado, 15 de maio de 2010

Hoje em dia

Não se pode chegar atrasado ao trabalho mas cedo demais também não, pois fica-se a fazer horas à porta.








Hoje em dia... até as estátuas estão bem informadas.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A quem apanhar.

As pessoas no Canada gostam muito de passar os seus tempos livres a fazerem pequenos trabalhos de toda a espécie, a que por estes lados chamamos "bricolage". Assim vão comprando umas máquinas para chegar ao fim que desejam. Quando por um motivo qualquer se têm que desfazer das máquinas como no caso desta serra eléctrica ou de outro aparelho, mesmo que sejam eléctro-domésticos, põem os artigos na rua para quem apanhar como eu costumo dizer. Ia a passar e lá ficou mais uma fotografia pois adoro estes pequeninos nadas. Não é a primeira vez que estou a fotografar e noto que há alguém por trás das cortinas a ver se levo. Já uma vez aconteceu, que ao deixar o local depois de ter feito uma fotografia, a porta da casa abriu-se e uma senhora veio-me dizer que se estava interessado podia levar. Sinceramente, não precisava mas até o meu coração ficou cheio. Posteriormente, pûs um electrodoméstico na rua e quando o vi apanhar, foi uma satisfação interior muito grande.


De notar um código de doação nos materiais elécctricos: se a máquina ou aparelho eléctrico tem o fio cortado, é para ir no lixo ou para quem o saiba recuperar, pois pode haver um interessado que nas suas bricolages o ponha a funcionar. Se o fio está inteiro, a máquina ou o aparelho, está bom. Pode levar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ciclistas, pranchistas, patinadores e...

Em Montreal a prática do ciclismo vem de longe e muito utilizada a todos os níveis sociais. A bicicleta não é só utilizada pela classe operária ou menos desfavorecida pois há quem faça do ciclismo o meio de manutenção física diária, o que é muito incentivado pelos diferente governos, assim como a patinagem.

Jack Layton, que já nos anos cinquenta do século passado se passeava pelos passeios de Montreal a caminho da universidade McGill em bicicleta, hoje presidente do Novo Partido Democrático, vai quase todos os dias em bicicleta para a Assembleia Nacional do Canada. Há também vários ministros, professores universitários e estrelas da televisão como Pierre Bruneau que atravessa muitas vezes logo de manhã a ponte Jaques Cartier em bicicleta para chegar ao trabalho, astronautas, diferentes quadros de empresas, desportistas, a plebe, etc., que utilizam este meio de manutenção e transporte. Ainda na passada sexta-feira Santa, quando perguntaram ao ministro das finanças, Raymond Bachand, o que iria fazer no fim de semana, respondeu que ia dar umas voltas de bicicleta. Aconteceu que ao fazer um benevolado, estive várias vezes com uma senhora de oitenta e três anos, viúva de um médico. Nas nossas conversas vim a saber que ainda jovens, tinham estado algumas vezes em Portugal e que ficaram a conhecer algumas regiões em bicicleta. De uma das vezes desembarcaram em Lisboa, foram até ao Algarve e continuaram pela Espanha, o que me vem confirmar que o uso da bicicleta por estes lados já vem de longa data.

Além disso a bicicleta oferece uma liberdade de movimentos muito grande, uma grande facilidade de estacionamento que é muito apreciada e a que a cãmara e senhorios, muito têm contribuído. Hoje os governos deste país fazem um esforço para que os patinadores venham para a rua pois, os pranchistas e peões a fazerem manutenção a passo ou em corrida, já se apropriaram dela e dos meios postos à disposição.

Há dias ia na rua St. Denis que tem muito tráfego, quando ia para fotografar a rua, ouvi um barulho de rodas a passar. Era um pranchista que até ficou na fotografia.



Já na rua Berri fotografei uma subida que se pode ver ao fundo e que convida a transpirar. Patinadores e ciclistas convivem.



O pessoal vai ao mercado comprar os seus legumes, frutas, etc. O espaço não é grande mas os carros e os ciclistas andam lado a lado alegremente.



Bonita pista que atravessa a baixa da cidade de este a oeste. Os postes esguios de iluminação do lado direito da pista, têm no cimo um ciclista em ferro. As pistas são separadas fisicamente do restante tráfego, o que já não acontece com as bandas para ciclistas e sobre o que escreverei nos tomos seguintes. De notar os saquinhos nas bicicletas.



Se alguma pista está ocupada com obras como neste caso, há que criar uma alternativa provisória.



A publicar brevemente: Tomo II


quarta-feira, 12 de maio de 2010

O Esquilo

Animal defendido no Canada, o esquilo tem um olhar muito vivo asssim como o condão de ter uma cauda muito prática e vistosa. A cauda tem a capacidade de defender as costas do frio até à cabeça. Virando a cauda ao vento, indicam-nos de que lado ele está sem termos necessidade de sair de casa.



De inverno vão-nos fazendo umas visitas todos os dias pois os bocados maiores de alimentação que vão encontrando nas outras estações do ano, escondem-nos para no inverno se servirem.

Aqui fica uma parte da azáfama diária destes simpáticos companheiros.

Partidas e chegadas: o vai e vem do dia a dia.


Excelentes trepadores, mesmo no ferro e nas paredes.


Iniciada a procura no frigorífico.


Olá, bom dia.


O reconhecimento continua.


Os vasos são fácilmente localizáveis de qualquer lado do exterior e por isso, muito concorridos para esconderem as suas iguarias para o inverno. O que vale é que as flôres não se queixam.


A partida.


Então, até à volta.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Jardins privados



Na Primavera as flôres são lindas; até as árvores dos jardins sobressaiem. Zona de casas geminadas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Républica das Bananas

Há muitos anos que tenho ouvido falar na "Républica das Bananas", a que sempre atribuí uma situação social de corrupção. O que não estava à espera, era de encontrar a embaixada... da verdadeira "Républica das Bananas", em Montreal.
Para provar tão grande descoberta, aqui fica uma fotografia para que ninguém tenha dúvidas.