domingo, 18 de julho de 2010

Agricultura para a terceira idade.

Estava na baixa e resolvi dar uma saltada aos jardins aonde a terceira idade ocupa os seus tempos livres, fazendo agricultura ou semeando flôres. Assim pude ver no primeiro jardim, a evolução que foi havendo desde os fins de Abril deste ano, como podem apreciar se desejarem ver o artigo do mesmo nome de vinte e sete do referido mês.

Vista do lado oposto. Como as escadas do edifício ao lado vão até ao telhado, é muito provável que também lá haja jardins agrícolas cultivados em vasos pelas pessoas que aí habitam.

Fiquei satisfeito ao verificar que o segundo tornou-se num jardim temático, um autêntico oásis de verdura na baixa de Montral.


Slides do Jardim temático.

sábado, 17 de julho de 2010

Escola

Dentro de poucos anos , o primeiro dia de aulas em Portugal.

A professora faz a chamada :

" Mustafá El- Ekhseri ?????.??? Presente !
? Obamba Moluni ??????...?..... Presente !
" "????.?.??. Achmed El- Cabul ??...Presente !
"Evo Menchú "???????..?.?.. Presente !
" Yao Ming Chao "????????... Presente !
" Al Ber Tomar Tinsdiash Ninguém responde "???........
" Al Ber Tomar Tinsdiash ", volta a repetir uma professora um algo chateada ........... Ninguém responde


" Pela última vez: Al Ber Tomar Tinsdiash " diz uma professora bastante exaltada !
De repente levanta- se um miúdo e diz: " Devo ser eu, senhora professora , mas pronúncia -se: Alberto Martins Dias* "
* Nome fictício

Mardis Gras

Mardis Gras em Montreal, foi o nome atribuído ao desfile comemorativo do festival de Jazz de Montreal no dia de encerramento, seis deste mês. À noite, tiveram lugar os últimos espectáculos na cena Rio Tinto, sobre a rua Sainte-Catherine, com a presença de Allen Toussain, Trombone Shorty, tendo como convidados Soul Rebels Brass Band que voltou a actuar à meia noite na cena Astral, também sobre a mesma rua.
À tarde, fui até ao desfile que começou pelas sete horas da noite e francamente, diverti-me com o ambiente.


Vários carros alegóricos, muitas marionetes tanto nos carros como a pé, uma distribuição infindável de colares que até o chefe da polícia trazia um no pulso, shear leedars, bandas, grupos de dança, gigantes, animais, tudo com muito boa disposição.

Deixo um slide para repartir com todos os que lêm este blog, o que foram esses momentos de alegria.

No fim do desfile, rapaz novo, um quarto de século abaixo dos noventa, vim para casa.

Na foto abaixo, pode-se ver uma caravana da Cruz Vermelha do Canada. Estão sempre presente nos diversos acontecimentos. De notar o trabalho do seu pessoal, principalmente em caso de fogos. Apresentam-se sempre prontos a ajudar quer faça bom ou mau tempo, mesmo no inverno com as temperaturas baixíssimas. Ajudam a relocalizar os que ficaram sem abrigo e nos primeiros momentos, levam os desalojados para hoteis. São incansáveis.

Pode-se ver duas pessoas a fazerem manutenção física em plena rua, logo a trás da rulote, pois por cá a manutenção em meio citadino é habitual.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Inacreditável

O que é que aconteceu a esta foto, que ficou com este raio de luz que eu nunca vi!


Pelas marcas deixadas no centro da coluna, por baixo da esfera, deve ter vindo de Saturno.


Deixando de brincadeiras: ao que chegou a vida. Um dia de calor tórrido e nós ao fresco com um sol a acariciar-nos, a ouvirmos as cascatas ao lado e a saborearmos uma "poutine"...

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mudanças.

O primeiro de Julho de cada ano é um dia muito especial no Quebec pois é o único sítio aonde muitas pessoas mudam de casa no mesmo dia. Por estes lados quando se aluga uma casa, firma-se um contrato que habitualmente tem a duração de um ano.

No passado era mais de uma centena de milhar de lares a mudarem de casa, só que os tempos mudaram, as dificuldades económicas sobressaem e agora são muito menos a mudarem.

De todas as formas como o hábito está enraízado, é fácil ver-se nesse dia carrinhas e camiões parados um pouco por todo o lado, a fazerem as mudanças como se pode ver abaixo.


Os amortecedores dos automóveis são excelentes por estas paragens.

Também aparece disto. Os automóveis que se afastem.





terça-feira, 13 de julho de 2010

Boas obras

Por estes lados as pessoas têm o hábito de criarem desafios para obterem dinheiro para certas obras sociais. Está-lhes dentro da mentalidade que tirar dinheiro do bolso e dar, é bom mas não é tudo: é preciso fazer um esforço coletando um determinado valor para tomar parte no evento em vista.

Para mostrar que esta forma de ver é geral, quinhentos ciclistas percorreram mil Kilómetros de 18 a 20 de Junho passado, no Grand Défi anual de Pierre Lavoie, para ajudarem na luta contras as doenças orfãs. Um dos ciclistas que participou e que casualmente num dos percursos chegou à frente, foi Pierre Karl Pelado, um milionário do Quebec.

Também teve lugar o desafio de cabeças rapadas a favor de LEUCAN, organismo de luta contra o cancro das crianças. Nove mil pessoas raparam as suas cabeças, tendo o organismo junto um total de quatro milhões e meio de dólares.

Posteriormente houve um outro percurso em bicicleta, num total de seiscentos kilómetros para ajudar na luta contra o cancro, em memória do falecido Charles Bruneau. Tomaram parte além do pai Pierre Bruneau, que com todas as ajudas que foi obtendo edificou um pavilhão de luta contra o cancro no hospital por crianças de Montreal, vinte e cinco homens e mulheres de negócios que tinham conseguido coletar dez mil dólares cada. De notar que neste percurso que se realiza também todos os anos, além de outras pessoas, há vários polícias que para tomarem parte neste evento, utilizaram dias de férias.

Neste momento, a nadadora Heidi Levasseur está a fazer a volta a nado do lago St. Jean num total de cento e cinquenta kilómetros, que espera fazer em cinco dias; sendo uma primeira, tem o fim de coletar fundos para ajudar famílias na região.

Enfim, formas de estar na vida por estes lados que não tem nada a ver com classes económicas ou sociais pois, um grande leque de pessoas têm esta mentalidade.

Ferrari ou bicicleta.

Há cada uma.

Os homens por estas paragens têm tanta responsabilidades nas lidas caseiras como as suas cara metades. Assim, não me esqueço que quando a minha filha andava no secundário, tinha uma disciplina aonde aprendeu a cortar por moldes existentes e a coser uma peça de roupa. Tal era para toda a turma e não sei porquê, os rapazes tinham tendência para fazerem uns calçõesinhos, à moda da altura. Se bem que agora se comecem a vender mais máquinas de lavar e secar a roupa que no passado, a cidade está cheia de lavandarias aonde a grande maioria das pessoas dos dois sexos vão fazer a barrela das suas peças. Mesmos casais que vão lavar a roupa na lavandaria, num grande número de vezes, cada um faz a sua lavagem com os dinheiros independentes. Escusado será dizer que a maioria dos homens lavam, secam mas passar... isso não, pois as máquinas de secar fazem um bom trabalho e se a roupa fôr bem dobrada, cai mesmo bem. A maior parte da roupa que se usa aqui, não precisa de ser passada e as pessoas também se adaptam. Uns tantos em número pequeno passam a roupa e outros mandam-na passar.

Quando vi este senhor sentado com roupa de ganga bem passada, bronzeado e cabelinho todo branco com uma bicicleta toda gira ao lado, pedi-lhe logo para fazer uma fotografia. Disse-me que sim mas começou-se a rir como que a estranhar. Para o pôr à-vontade, perguntei-lhe se havia algum problema pois não queria estar a incomodá-lo. Disse-me que não mas... se fôsse com o ferrari, era natural ... mas... com a bicicleta nunca lhe tinham pedido para o fotografar...


Rimos com muito boa vontade. Nunca lhe tinha acontecido tal e... a mim também não.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Hoje

Hoje dei uma voltinha logo de manhã e vi o pessoal a ir para o trabalho em bicicleta. O habitual é terem o fato ou os vestidos no serviço mas em último caso, até de fato vão.



À frente e em último uns cabelos brancos. No meio uma mãmã nos seus afazeres, que não abandona a criança.




De notar o bom trabalho dos médias, neste caso. O uso do capacete para ciclista acima dos doze anos não é obrigatório mas derivado a eles, quase todo o ciclista o usa. Eu tenho tendência a expor sobre o role dos médias pois aqui descobri com este e outros casos, que também têm obras muito positivas.

domingo, 11 de julho de 2010

Festival de Jazz de Montreal

No primeiro de Julho, quando estava no festival do dia do Canada, começou a chuver e fui até à baixa aonde me podia refugiar fácilment. Escusado será dizer que aproveitei para ver mais coloridos e ouvir mais música logo que a chuva passou.

Neste dia vi paramédicos em bicicleta tanto na Festa do Canada como na entrada do Festival de Jazz, que se podem ver na fotografia abaixo. Com a sua indumentária branca e preta, os seus sacos bem visíveis de côr amarela, os meios de comunicação à cintura, demarcam-se bem dos restantes ciclistas. No canto superior esquerdo da mesma fotografia pode-se ver como estava o céu nesse dia.

Este recepiente para pôr as almofadas alugadas depois de usadas, lembrou-me os jogos de futebol em Coimbra nos anos cinquenta, quando ia com o meu Pai ver os jogos da minha Acamémica, que também é de quem lhe chamar sua.


Sem nuvensCom nuvens
Animadores de festas.
Também lá havia gente crescida.

Bandas ao ar livre.

O conjunto da universidade McGill, Combo 7, actuou logo a seguir aos "Rafik Mankarios Big Band".

Quase que me lembrou uma vila perto de Coimbra que ainda hoje contiuo a gostar muito: Gois. Nos casamentos, o noivo levava a máquina fotográfica na mão e o chapéu de chuva, mesmo que fizesse um sol radioso. A noiva quando que me viu com máquina fotográfica, foi logo chamar o seu amado para ficarem os dois para a posteridade. Fartei-me de rir com este par muito simpático.

sábado, 10 de julho de 2010

Despertador Biológico

Este pica-pau de bico curto é pequenino mas com muito estofo. O problema é que por estes lados não vendem armas de fabrico português, especialmente a altamente conhecida a nível mundial, “fisga". Isto é uma bricadeira pois uma jóia destas que me acorda todos dias de manhã bem cedinho, com uma plumagem tão simpática e um olhar tão expressivo, a bicar na árvore à procura de larvas, deixa-me todo enternecido pois até nem conheço a mãe dele.






sexta-feira, 9 de julho de 2010

Depois da tempestade, outra tempestade.

Estava previsto ser hoje o último dia de canícula. Assim previram tempestade para a noite passada mas quiz o tempo que as previsões fôssem retardadas pelo que o dito temporal fez-nos uma visitinha esta tarde.
Só que ainda antes dele começamos a ter a informação de possíveis quarenta e três mortes derivado ao calor, a maior parte das quais em pessoas acamadas em casa. Aproveitaram para informarem que é possível mais mortes de pessoas que tenham já problemas de calor.
Os bombeiros que com todo o calor tiveram que atacar incêndios, viram alguns colegas a utilizarem os serviços hospitalares. Além disso têm continuado assim como os polícias e cadetes da polícia, a visitar zonas da cidade consideradas a risco, especialmente pessoas na terceira idade.
Quanto ao temporal que se fez sentir ao meio da tarde, em muito pouco tempo caíram acima de cinquenta milímetros, só em Montreal. Neste momento há alerta de três horas para outras regiões que envolvem esta cidade. Por aqui continuamos sujeitos a novos temporais, se bem que mais fracos.
Árvores desenraízadas, carros destruídos, sessenta e oito mil pessoas sem eletricidade, ruas, lojas e caves inundadas, assim como duas passagem debaixo de viadutos plenas de água com alguns carros como recheio. Neste momento há problemas numa ou noutra auto estrada. Vê-se neste momento na televisão, o Presidente da cãmara a dar um apanhado aos médias dos acontecimentos e como espera fazer face aos problemas nas próximas horas. No fim há sempre uma estória para contar: em Salberry, um outro viaduto ficou com a passagem por baixo cheia de água. A polícia pôs os seus carros de um lado e outro a cortarem a passagem. Veio um automobilista, subiu acima do passeio e jardim ao lado dos carros da polícia, voltou à estrada e foi apanhar um banho de água fresca por baixo do viaduto. Com o carro debaixo de água, lá tiveram que o socorrer, algemaram-no e levaram-no para a esquadra pois o banho não deu para baixar o nível de álcool. Teve azar.

O Janota

Ia muito bem pela pista de ciclismo junto ao canal Lachine já há uns dias, quando me cruzei com uma pranchista que levava o Janota* pela trela, com um saco na mão para guardar as suas qualidades. Claro, voltei a trás e obtive uma excelente cooperação.



*Janota – Nome fictício.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Alerta de calor intenso.

Entramos hoje no quarto dia de uma vaga de calor. Já ontem os serviços de segurança pública tomaram decisões que levaram a abertura prolongada de duzentas piscinas públicas, todas as biblitecas públicas, assim como uma centena de zonas de repouso climatizadas em Montreal. Também criaram uma área climatizada em todos os lares de terceira idade. Polícias e bombeiros estão a fazer uma volta casa a casa em vários bairros, a fim de detectar pessoas vulneráveis ou em dificuldade, pois são zonas com concentração de pessoas idosas. Consideram pessoas a risco os idosos, pessoas com problemas cardiores-piratórios e crianças de zero a quatro anos de idade. Dobraram o número de visitas a doentes no domicílio e pedem a todos os cidadãos para alertarem caso vejam pessoas em dificuldades ou em situação estranha. Começou uma distribuição de garrafas de água pelos sem abrigos. Tudo indica que hoje, quarto dia, seja o último dia da canícula mas o pior de todos, pois deve-se atingir perto de quarenta e cinco graus centígrados ao contacto com a pele. De notar, um problema que há num hospital que levou as enfermeiras a levarem de casa as suas ventoínhas para se refrescarem mas que acabaram por porem-nas ao lado da cama dos doentes. Enfim, todos estes cuidados pois se está previsto mortes superiores a uma centena de pessoas nestas situações, têm muito receio que aconteça o mesmo que em França em 2003, o que estão sempre a lembrar. Até ao momento, com todos estes cuidados, o número de entradas em hospitais foi pouco superior ao normal e não há mortes a lamentar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Problemas técnicos

Estando-se a notar um problema com a publicação de comentários no Aaaqui e noutros blogs, confirmo que todos os comentários recebidos foram publicados e legíveis durante alguns minutos. Tratando-se de um problema geral, espero poder-se voltar ao funcionamento normal o mais breve possível. Obrigado pela vossa compreensão.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Alerta de calor intenso

Estamos hoje debaixo de calor intenso. Tendo-se passado um inverno aonde estivemos abaixo de menos vinte graus centígrados ao contacto com a pele, apanhar uma canícula que começa hoje com trinta e três graus centígrados mais a humidade, o que nos vai fazer sentir quarenta centígrados, dá cá uma dilatação...

Enfim, os responsáveis pela saúde pública lançaram um alerta de calor intenso com possibilidade de formação de "smog", pelo que pedem às pessoas para não usarem os automóveis nas suas deslocações mas sim os transportes públicos ou transportes activos como a bicicleta, patins, ou pranchas com rodas. Pedem também às pessoas de idade ou que sofram dos pulmões e que não tenham ar condicionado em casa, para passarem estes dias nos centros comerciais assim como para beberem muita água. Não nos esqueçamos que em dois mil e três, a França teve quinze mil idosos mortos derivado a uma canícula.

Já que acabo de me referir ao ciclismo, aqui fica mais uma amostra da forma de os mais vulneráveis circularem com segurança nas ruas, os ciclistas neste caso.

O automóvel estava sinalizado para virar à esquerda mas esperou a passagem dos ciclistas, pois o condutor estava a olhar pelo retrovisor.




Agora uma sequência de imagens.
O motorista da carrinha queria virar à esquerda mas pelo retrovisor estava a ver que havia ciclista(s) a chegar(em). Preferiu esperar e não avançar.



Pelos cabelos brancos nota-se bem que era uma terceira idade, nesta caso avançada: ia aos seus afazeres com um saquinho no guiador.


O motorista continuou a esperar pois havia mais ciclistas.


Avançou a carrinha e esperou mais um pouco para deixar passar os últimos ciclistas. Este civismo é também praticado geralmente pelos ciclistas em relação aos pranchistas, patinadores, peões e pessoas em cadeiras elétricas. Estas últimas não são admissíveis nas pistas por motivos de segurança para os seus utilizadores assim como os peões mas quando a utilizam, são respeitados.


A seguir um panfleto que usualmente se vê nas portas do metro sobre as horas a que os ciclistas podem utilizá-lo durante toda a semana. Habitualmente, fora das horas de ponta.


Nestes dias, os cavalinhos recolhem aos seus aposentos pois o calor refletido pelo asfalto na barriga, faz-lhes muito mal.


Maravilha


Há pessoas que nestas alturas põem água nos jardins e nas varandas. Os animais também sentem.