sábado, 21 de fevereiro de 2015

A cavaleira

Na impossibilidade de obter dados sobre esta escultura, achei por bem dar-lhe o nome de "A cavaleira". Tudo me faz crer ser uma obra do conhecido escultor "Robert Lorrain", derivado à similitude das linhas com alguns dos seus trabalhos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Desporto abaixo de menos trinta graus à flor da pele

No prosseguimento do Carnaval de Inverno da cidade de Québec deste ano, tiveram lugar Domingo passado as célebres travessias do rio Saint-Laurent em barco a remos compostos de cinco elementos em cada equipa, nas categorias de homens e senhoras. A particularidade é que a tão baixa temperaturas o rio apresenta-se gelado todos os anos, formando grandes blocos de gêlo originado pela quebra do mesmo derivado às fortes correntes da água e passagem dos barcos de médio e grande porte. Os atletas têm que ir de uma margem à outra e voltarem, fazendo face aos referido blocos de gêlo e às fortes correntes de água no local aonde não há gêlo. As energias dispensadas são tantas que nem notam o frio. Sendo muito populares estas travessias, estes atletas são autênticos heróis.

Equipa Volvo.
Equipa Bota Bota
As fotos acima foram retiradas da página 6 do jornal 24Horas de ontem.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Lutar pela paz

Mais um mural que não estando tão escondido como o que já foi aqui apresentado de Shalak, não se via da rua principal.
Este mural que adorei pela suas linhas, côres e muito especialmente pelas suas mensagens, é um excelente mural intervencionista de Miss Me. Dele bem se pode escolher para título a frase "Fight for peace" (Lutar pela Paz), que se pode ler na perna esquerda destes militares-dançarinos acompanhada pelo palavra "Hope" (Esperança), na perna direita. Se as juntarmos traduz-se como "Esperança na Luta pela Paz" mas retira-se a ideia de "Tenha esperança, lute pela Paz".
As armas do lado esquerdo do mural apresentam palavras que ligadas dão a frase "Dreams are for Real" que nos quer dizer que "Os sonhos são reais", mais no sentido que "Nem todos os sonhos são simples sonhos mas alguns podem ser realidade."
Logo a baixo lê-se "Music is my Religion" (Música é a minha Religião). As do lado direito apresentam três palavras reais na vida do dia a dia "Opinion, Positions, Words" que em português não é mais do que "Opiniões, Posições, Palavras".
No entanto, para mim o mais significativo são as frases da canção "Strange Fruit" (Fruto estranho), que muita controversa tem dado, descritas no papiro em cima à nossa esquerda nas mãos da sua intérprete Billie Holiday. É uma canção de protesto retirada do poema de Abel Meeropol de 1937 em que a ideologia do KKK era uma realidade. No seu poema cita uma foto muito especial de 1930, que mostra o linchamento seguido de enforcamento de dois afro-americanos chamados Thomas Shipp e Abram Smith.
Foi uma época rica para o jazz e assim poderemos ver a seguir a Billie Holiday vários interpretes, músicos, autores, compositores como Sarah Vaughan, Miles Davis, Nina Simone que veio a ser militante pelos Dreitos Cívicos nos Estados Unidos. A última da direita não identificada, leva a pensar com bastante segurança que seja Amy Winehouse. É muito possível que Miss Me a tenha considerado neste grupo porque embora fôsse uma jovem artista britânica desaparecido prematuramente há pouco tempo e bastante galardoada, interpretava a música Jazz com introdução de Soul (Alma - Música popular afro-americana dos anos cinquenta nos EU) e outros tipos de música.

Para uma melhor compreensão, aqui fica a tradução da canção retirada da wiki:

Fruto Estranho

As árvores do Sul estão carregadas com um fruto estranho,
Sangue nas folhas e sangue na raiz,
Um corpo negro balançando na brisa sulista
Um fruto estranho pendurado nos álamos.

Uma cena pastoral no galante Sul,
Os olhos esbugalhados e a boca torcida,
Perfume de magnólia doce e fresca,
Então o repentino cheiro de carne queimada!

Aqui está o fruto para os corvos arrancarem,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
Para o sol apodrecer, para as árvores fazer cair,
Aqui está uma estranha e amarga colheita.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Chimpanzé

Também se pôde admirar nas últimas Mosaículturas de Montreal, o chimpanzé.
A população de chimpanzés em África rondavam os dois milhões de animais para hoje andarem à volta de uns duzentos e cinquenta mil.
Foi nos últimos vinte anos que caíu cerca de metada da população derivado aos caçadores e à deflorestação desse continente. Ainda considerado um número elevado, foi contudo a partir de dois mil e um criado um programa das Nações Unidas para salvaguarda desta raça, que é a mais próxima do ser humano.
Lana, uma fêmea chimpanzé, foi a primeira a aprender a linguagem à base de simbolos, le "yerkish", assim chamada em honra de Robert Mearns Yerkes. Trata-se de um psicólogo e etólogo americano que se dedicou aos testes de inteligência nos animais.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Gorilas em perigo

Na visita às últimas Mosaículturas de Montreal, pudemos admirar a exposição do Uganda que é um país rico em biodiversidade animal. Possui uma cadeia de montanhas denominada Virungas, aonde se encontra a única população de gorilas de montanha no mundo. O gorila da montanha não é o único em vias de extinção mas sim também todas as espécies destes simpáticos animais. A célebre pesquisadora Joan Fossey conseguiu ser aceite por estes gorilas e conviver com eles. Foi assassinada em 1985 por outros interesses que não os da ciência a que ela se dedicou, pois opunha-se à exterminação desta raça pelo ser humano.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

domingo, 18 de janeiro de 2015

Admirando a natureza em plena cidade

Passaram-se dias de muito frio em Montreal e a neve aproveitou para nos envolver ternamente no seu maravilhoso manto branco.


Até parecia que passeavamos num jardim.


As casas vestidas de noivas, davam gosto ver.


Até a janota estava altiva.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Geada

Deu apagão.
Caíu ontem em Montreal um centímetro e meio de gêlo, a que habitualmente chamamos geada. Tudo o que foi envolto por este tipo gêlo como ramos de árvores, fios elétricos, etc, passou a pesar muito mais. Este peso acompanhado de rajadas de vento de 60 kms, orignou que faltasse a luz em muitos locais da cidade. As lâmpadas nocturnas de segurança de côr amarelada do exterior das casas projectadas na neve com gêlo, mostram-nos na fotografia que os vizinhos de trás tinham luz.
Assim, voltamos ao antigamente pelo que se passou uma noite amena aonde se comeu uma sopinha aquecida num recepiente de barro sobre uma vela e se continuou a festejar como nos últimos dias, para depois jogar-mos damas, dominó, quatro em linha, etc.
As pessoas estão absolutamente actualizadas com as técnicas de hoje mas gostam muito de manter o passado e neste caso o candeeiro a parafina deu todo um outro ambiente à mesa.

Neste momento já pensavamos pôr pequenos produtos alimentares do frigorífico entre as janelas duplas e os maiores iriam para a varanda coberta de neve e gêlo dentro de panelas bem fechadas, pois o esquilo gosta muito de visitar os amigos.
Fui até ao carro para fazer a neve e qual não foi o meu espanto de encontrar um vizinho que pensando na minha velhice, como disse, tinha-me limpo o carro todo. Isto aqui é muito difícil de encontrar.
Como chegou a luz, vim para o computador expôr estes raros momentos.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Iluminações privadas

Algumas das tradições de Montreal são os jardins privados no verão e as iluminações que os seus proprietários aí instalam no Natal, que começam em fins de Outubro e vão muitas vezes até meados de Março.



terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Boas Festas 2014

O gosto pelos jardins

Jardinar é descobrir as plantas ideais, vê-las desenvolverem-se e as suas primeiras flôres. Passar os dias tratando-as remexendo a terra e sentindo os seus perfumes. É passar momentos de lazer numa calma que nos envolve admirando o que a Natureza nos põe à disposição. É também ter o gosto de partilhar.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Iluminações de Natal em Montreal

Nas fotos abaixo pode-se vêr as mesmas ruas de dia e de noite.

Rua Crescent.

Rua St. Ctherine Oeste em frente do Quartier dos espectáculos e Place des Arts, que é uma vitrina curtural de Montreal.
Rua de St. Catherine Oeste.
Boulevard De Maisonneuve Oeste.
Um retardatário.
Iluminação privada do Edifício da Companhia da Baía de Hudson, mais conhecida pour "La Baie" ou "The Bay".

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Shalak

Já há muito tempo que temos tendência para manter com muito cuidado em museus quadros de Picasso, Rembrant, Leonardo da Vinci, Rubens, Manet e muitos mais. Outros preferem guardá-los em cofres fortes ou mesmo no sótão bem escondidos para não levantarem cobiças. Um mural é difícil mas Shalak escondeu o máximo que pôde esta sua obra no meio de outros de fundo escuro e num local pouco visitado, como que a desejar eternizá-la. Encontrá-lo, foi um acaso que as suas linhas plenas de expressividade não me deixaram passar, nem poderia desperdiçar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A última lição

Deste ano.
Vinda de lado nenhum, aspecto cansado mas afável e sorridente, dentro das suas botinhas e um casaco de malha a envolvê-la, coberta com a sua linda cabeleira branca que o peso dos anos não deixava encobrir, poisou o saco, tirou a almofada que lhe serviu de sofá, sentou-se e foi feliz, transmitindo a felicidade aos presentes.
Jamais esperaria que um génio como muitos a estavam a descrever, viesse tocar num piano público.
Com situações como esta, compreende-se que o piano público não é só cultura para quem o utiliza mas também para aqueles que tiveram o privilégio de assistirem a estes momentos. Pelo que tenho constatado nos médias, estes momentos têm sido muitos por toda a cidade.
Com muita pena, tive que me afastar pois a assistência que aplaudia efusivamente no fim de cada interpretação, começou a aumentar rápidamente.

À tardinha, horas mais tarde, passei lá na volta. O pano tinha caído e o silêncio era de ouro.

No dia seguinte, já lá não estava o piano. Até para o ano.