segunda-feira, 16 de julho de 2018

O Lobo

Em Montreal há várias obras de arte dedicadas aos lobos que se encontram espalhados por quase todo o hemisfério norte do nosso planeta. Não sendo uma raça homogénia, tem-se adaptado ao longo dos tempos aos diferentes meios aonde habita. É dele que descende um dos animais mais acarinhados pelo ser humano: o cão.
Se bem que com a caça tenha vindo quase a ser exterminado, é no entanto um dos mais respeitados e admirados pela noção de sensibilidade familiar. A maior parte das vezes quando o casal se sente descoberto pelos caçadores, o macho começa a correr em zig-zagues para chamar a atenção sobre si e assim salvar a fêmea e suas crias com o risco da própria vida.
É um dos animais mais representados no Quebec vendo-se esta obra de arte pública em Montreal.

domingo, 15 de julho de 2018

O estado de choque

Quando nos passeamos na pista de ciclismo e pedreste de Lachine, podemos admirar esta escultura em aço forjado e bricas de André Fournell. Nesta obra, três secções de uma vedação foram deformadas e guardam a memória de uma violenta transferência de energias. A vedação tem por função de delimitar um espaço, de a fechar e proteger. A torsão do metal sugere que uma colisão brutal teve lugar.
A deformação destas barreiras exprime a vontade de ultrapassar o proibido e de marcar uma oposição.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Barcos de recreio

Os barcos de recreio acostados no Velho Porto seguem pelo canal de Lachine para alcançarem de forma mais fácil o rio Saint-Laurent, que banha Montreal. Para isso têm que passar várias comportas.
Vê-mo-los aproximarem-se e passarem debaixo da ponte.
E lá seguem o seu caminho.
Não é preciso esperarmos muito tempo para ver passar mais uns barquinhos.
Pelo caminho vão entrando e saindo nas diversas comportas.
E a viagem continua.
No sentido inverso e numa comporta, esta maravilha aguarda que as águas subam para seguir viagem até o Velho Porto.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Caratoes

É difícil passar por um Caratoes sem parar e admirar. Esta artista que deixa a sua arte um pouco por todo o mundo, tem uma capacidae creativa invulgar para ocupar os espaços com trabalhos que nos transmitem serinidade e beleza. Ela obriga-nos a pensar na mensagem que pode ou é diferente de pessoa para pessoa. tentando-nos fazer entrar no seu interior.

sábado, 7 de julho de 2018

As lições singulares

Já apresentadas neste blogue a sua primeira criação localizada na Praça Roy respeitante à vida humana e seu relacionamento social colectivo, apresento agora a segunda fase desta primeira obra dentro do plano de acção de arte pública de Montreal.
Foi seguindo a continuação da rua Roy que chegámos ao Parc Lafontaine aonde existe um miradouro semi-circular com elementos que dão continuidade à obra inicial de Michel Goulet, assim como várias cadeiras personalizadas pelo tipo de objecto que lhe está anexo. Esses objectos familiares como um balão, livro, binóculos, etc, colocado por baixo de cada cadeira permitem às pessoas de utilizá-las para se sentarem no miradouro.
BinoculosBolaJornal amarfanhado
LivroBoteirasSaco de papel
Duas vistas parciais do miradouro.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

terça-feira, 3 de julho de 2018

O infeliz magnífico

Estamos em presença do esquema de um ser humano, que se mantendo na posição de cócoras resiste às pressões do mundo exterior defendendo-se com as mãos. Assim se refugia no seu mundo numa reflexão que só a ele pretence.
Pierre Yves Angers dedica esta obra aqueles que olham no seu interior e ultrapassam as fronteiras do visível.

domingo, 1 de julho de 2018

Montreal e seus pontões

A auto estrada Décarie atravessa Montreal na direcção Sul/Norte e vice versa. Faz parte da auto estrada 15 que começa junto à fronteira com os Estados Unidos e vai até Sainte-Agathe-des-Monts, no Quebec. Dentro de Montreal recebeu o nome Décarie em referência aos antigos proprietários duma enorme quinta que existia nesse lugar e hoje é uma parte da cidade.
Ficando a auto estrada Décarie rebaixada e envolvida nos dois sentidos pelo Boulevard do mesmo nome, existem uma série de pontões para o tráfego e peões no sentido Este/Oeste e vice-versa, como se pode ver abaixo.
Com o rebaixamento de toda esta porção citadina, evitaram os sons que importunariam os habitantes ao longo da auto-estrada.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Uf… Está cá um calor…

O verão chegou, a pequenada goza férias, o calor apertou e não há nada como um baninho com a máxima segurança possível para os miúdos se refrescarem.

Trabalhando nos dias de hoje a duas testas do casal, nem sempre é fácil encontrar um responsável para ficarem com as crianças de acordo com as suas posses económicas, pelo que as pessoas recorrem muitas vezes aos campos de férias para lhes ficarem com os miúdos durante o dia. Este sistema muito em voga por estes lados, tem o condão de dar trabalho durante as férias aos estudantes mais velhos que num certo número de vezes já completaram o secundário. Por outro lado vai-os formando não só no contacto com os pais e crianças, como na criação, gestão e desenvolvimento de actividades que mantenham os miúdos ocupados durante o dia. Este trabalho de verão para estudantes conta muito para aqueles que não trabalham durante o ano, pois em acabando o curso é uma mais valia que devem incluir no seu CV para provarem que têm experiência de trabalho canadiano.
Sendo o verão a época propícia para actividades ao ar livre, a cidade tem uma rede de parques que permitem a prática de vários lazeres quer seja ao sol ou à sombra,
assim como a utilização de zonas para as crianças se refrescarem com elevada segurança, evitando as piscinas que se destinam mais aos adolescentes.
Mesmo uma criança que tenha ludibriado o contrôle dos monitores, dificilmente corre perigo iminente.
Se bem que cedo, já se vai vendo uma criança acompanhada pois a grande afluência começa por volta das onze da manhã com os campos de férias.
O responsável pela manutenção do parque fez a sua inspecção ainda muito cedo para evitar a distracção causada pela presença de estranhos, deixando tudo a funionar.
Ao deixar o parque, reparei que acima dos meus olhos estava a placa de identificação, "Parc de l’Estrie".
Nela pode-se ler as horas de utilização do mesmo e o número de telefone a utilizar para o caso de ser necessário qualquer tipo de manutenção e limpeza. Só assim, com uma cãmara que se preocupa com o bem estar dos seus cidadãos, a cidade pode apresentar uma cara lavada.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

O ar do tempo

Mais um trabalho da MU que tem por fim de levar à democratização da arte mural em Montreal, transformando a cidade num museu a céu aberto com os seus cinquenta murais exteriores até à data.

sábado, 16 de junho de 2018

O Pombo

Mural criado pelo colectivo dos artista A’Shop.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Jardinzinhos em Montreal

É sem dúvidas acolhedor passearmos nestas ruas plenas de jardins dos mais variados tipos. Neste caso apresento alguns com arbustos que nos acompanham ao longo do nosso passeio.

Sabe tão bem o fresquinho da rega.
Continuando rua acima.
Mais outro belo jardim para alegrar os olhos.
E ao despedirmo-nos da rua, mesmo na curva, somos acompanhados.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Fogo nas traseiras da minha casa

Há dias levantei-me pelas cinco da manhã e já a minha mulher estava na cozinha a ver o fogo que lavrava no lado de trás da nossa casa. Os bombeiros acabavam de chegar, o que era um excelente sinal.
Foto: Lucinda.
Em Montreal, o mínimo alerta a incêndio é logo tomado como uma situação de risco elevado, porque as casas são construídas para fazerem face aos invernos rigorosos que se fazem sentir por estes lados.
Além das fundações que são enterradas e por isso não sofrem muito com o frio, os materiais utilizados são em grande parte o ferro, madeira e os restantes isolamentos como a lã de vidro que é excelnte sobre todos os aspectos.
Já o revestimento exterior é em grande parte em tijoleira ou folha de pedra que servem de escudo ao frio e ao vento.
Sendo esta cidade exposta a um clima com dias muito ventosos, estimaram que os bombeiros devem estar no local dentro de dois minutos e meio para retirarem as pessoas e apagarem os incêndios, ou pelo menos evitarem a sua propagação aos edifícios vizinhos, pelo que a cidade está polvilhada de pequenos quarteis de bombeiros.

No caso do incêndio de trás da nossa casa, depois de extinto barricaram a entrada e janelas da cozinha para evitarem que certos indesejáveis possam utilizar o local, como se pode ver na foto abaixo.
Foto: Lucinda.
Agora é ao proprietário de proceder à limpeza do terreno exterior.
Com o passar do tempo um lindo dia de sol nascia, como a convidar os habitantes a dar vida à cidade.
Foto: Lucinda.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Passeando em Montreal

por vezes somos surpreendidos por autênticas obras de arte.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Javalis à solta

É impressionante a noção de movimento dos javalis neste jardim.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

As lições singulars

Sendo a primeira obra de arte dentro do Plano de acção de arte pública de Montreal, as Lições singulares são uma série de referências à vida urbana sobre o relacionamento colectivo.
A Praça Roy apresenta-nos uma mesa tipo fonte em latão que representa o mapa mundo, assim como um conjunto de oito cadeiras esculpidas em bronze, aço inóxidável e latão, ornamentadas com objectos utilitários de usos diferentes utilizados no dia a dia como se pode ver a seguir.

É seguindo a continuação da rua Roy que acompanha a praça
e já no Parc LaFontaine que Michel Goulet criou a segunda fase das Lições singulares a serem apresentadas oportunamente.

Por vezes até certas obras de arte têm a sua história com mais ou menos piada derivado aos factos que a envolvem.
A cadeira abaixo

foi roubada da referida praça e desapareceu durante quinze anos, pelo que tiveram de fazer outra para a substituir. O engraçadinho que deve ter feito por uma brincadeira de mau gosto, pô-la na sua garagem que servia de armazém e nunca mais se lembrou, tal era a sua preocupação. Passado quinze anos resolveu vender a casa e o novo proprietário ao fazer a limpeza deparou-se com a cadeira. Alertou as autoridades, a cadeIra foi entregue ao escultor que a voltou a dar à Cãmara e depois de comum acordo foi colocada noutro lado.
Conclusão: - um ladrão muito distraído.